O Brasil é um dos países mais atrativos do mundo para investimentos em energias renováveis, de acordo com relatório divulgado pela consultoria Ernst & Young. Segundo a consultoria , o país é o décimo do mundo em atratividade, subindo uma posição em relação ao último relatório. No ranking das fontes, o Brasil também ocupa a décima posição no índice eólico, subindo quatro posições. Em energia solar, o país manteve-se na décima-sexta posição.
De acordo com o relatório, a fonte eólica é uma das responsáveis pela subida de posição, quando no leilão A-3 realizado em agosto foram comercializados 78 projetos, totalizando 1929 MW e o seu preço chegou a um patamar inferior ao do oferecido por uma planta de gás natural, transformando-se no sucesso do certame. O relatório explica ainda que o êxito desse leilão foi ratificado no leilão seguinte, o A-5 de dezembro de 2011, em que 79% dos projetos eram de energia eólica.
O relatório da consultoria aponta que os leilões de 2011 provaram que as usinas eólicas e as termelétricas movidas a gás natural podem competir diretamente no mercado e que as eólicas podem conseguir ser mais baratas. Os analistas de mercado sugerem que a surpreendente queda no preço da fonte foi causada, entre outros motivos, pela entrada dos fabricantes chineses, que fizeram com que os outros fabricantes reduzissem seus preços em nome da competitividade. Outro motivo apontado foi o momento econômico que a Europa atravessa, que direcionou investimentos para mercados em crescimento, como o Brasil.
A Ernst & Young elege como desafio para o setor que o sucesso dos leilões seja refletido no planejamento energético. Melhorias em processos de licenciamento ambiental e problemas logísticos continuam a ser barreiras e fazem com que os agentes acompanhem de perto os passos do governo em apresentar uma política específica para sustentar os investimentos em energia eólica.
A consultoria sinaliza que não está clara como será a performance da biomassa no médio e no longo prazo. A queda no preço da energia eólica também causou uma diminuição no interesse por essa fonte. As PCHs também foram afetadas pelo baixo preço das eólicas, tornando-se incapazes de competir com os preços que dominam os certames.
Nesse blog iremos discutir e informar sobre as noticias da parte técnica na área de transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil e no Mundo. transmissão de energia elétrica, manutenção, energia elétrica, distribuição, eficiência energética, P&D, leilão transmissão, subestações, linhas de transmissão, segurança do trabalho.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
CEMIG FARÁ CAPTAÇÃO DE RECURSOS NO MERCADO 1BI
A Cemig comunicou ao mercado nesta segunda-feira (9/1) que submeteu à análise prévia da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) um pedido de registro de oferta pública de debêntures. A operação envolverá até um milhão de papéis ao valor unitário de R$1 mil reais – o que representa uma captação de R$1 bilhão.
De acordo com as informações enviadas pela empresa mineira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), serão até três séries de debêntures, com vencimentos em cinco, sete e dez anos a partir da data de emissão, prevista para 15 de fevereiro.
O prospecto preliminar da oferta informa que os recursos obtidos com a transação serão utilizados para resgatar notas promissórias da companhia. As notas, da 4ª emissão, somam valor também de R$1 bilhão e têm data de vencimento em 22 de dezembro de 2012. Esses papéis, por sua vez, foram emitidos para pagar debêntures de emissões anteriores, que vencerão em 15 de janeiro.
No detalhamento da emissão de debêntures, a Cemig diz que “possui plenas condições de honrar as obrigações de curto, médio e longo prazo existentes”, incluindo os próprios papéis, além de ter caixa para “continuar expandindo suas operações’. A empresa também garante ter geração de caixa que dá “margem de conforto para honrar todas as obrigações de longo prazo existentes”.
Cemig Geração e Transmissão, subsidiária da Cemig, entrou com pedido para realizar uma emissão de até R$ 1 bilhão em debêntures. A operação será a primeira a atender os requisitos do Novo Mercado de Renda Fixa, iniciativa da Anbima para aumentar a transparência e a governança nas operações.
Caso sejam colocados os lotes suplementar e adicional, a captação pode chegar a R$ 1,3 bilhão.
Ao contrário da maior parte das emissões de debêntures no mercado nacional, a operação da Cemig GT será realizada no regime de melhores esforços. Ou seja, não haverá a chamada garantia firme, quando os bancos coordenadores adquirem os papéis que não forem vendidos aos investidores.
Os recursos captados com as debêntures, que contarão com garantia da Cemig, serão usados para rolar uma emissão de notas promissórias atualmente em andamento.
A emissão será realizada em três séries: na primeira, o prazo de vencimento é de cinco anos, e a remuneração máxima será equivalente à taxa DI mais 1,20% ao ano. As outras duas séries terão vencimento em sete e dez anos, e serão atualizadas pelo IPCA mais uma taxa de até 6,90% e 7,30%, respectivamente.
O HSBC será o coordenador líder da emissão. Também participam da operação BTG Pactual e Banco do Nordeste (BNB). O BTG atuará ainda como formador de mercado, com o objetivo de dar mais liquidez às debêntures no mercado secundário.
Fonte: Valor Economico
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
MME aprova Plano Decenal, que prevê R$236 bi para energia elétrica até 2020
O Ministério de Minas e Energia aprovou, na última semana de 2011, o Plano Decenal de Energia 2020, que traz as diretrizes para a expansão da oferta de energia elétrica e dos sistemas de transmissão nos próximos dez anos. O documento, de 344 páginas, foi elaborado em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
A previsão é de que, até 2020, sejam investidos R$236 bilhões em geração e transmissão de energia no País, com a potência instalada da matriz passando de 109,5GW para 171,1GW. O crescimento será liderado pelas hidrelétricas e fontes alternativas, principalmente parques eólicos.
Em geração, o PDE acredita que serão aplicados R$190 bilhões nesses dez anos. CVom isso, as hidrelétricas devem saltar de 82,9GW em 2010 para 115,1GW em 2020, enquanto as eólicas pularão de 831MW para 11,5GW no período.
Em transmissão, são esperados aportes de R$46 bilhões para uma expansão de 42,5 mil quilômetros em linhas. Com isso, o sistema passará dos 99,6 mil km existentes em 2010 para 142,2 mil km em 2020. Em capacidade de transformação, a rede ganhará 69,2 mil MVA, passando dos atuais 222,1 mil MVA para 291,3 mil MVA.O investimentos total, considerando o valor acumulado no período 2011-2020, abrangendo também as instalações já licitadas que entram em operação no período decenal, atinge a cerca de R$ 46,4 bilhões, sendo R$ 30 bilhões em linhas de transmissão e R$ 16,4 bilhões em subestações, incluindo as instalações de fronteira.
A produção potencial de gás natural poderá mais que duplicar até 2020, a maior parte como gás associado, alcançando valores da ordem dos 200 milhões de metros cúbicos por dia, com significativa contribuição, a partir de 2014, dos recursos contingentes (principalmente do Pré-Sal) e dos recursos não descobertos sob concessão. Descontando-se da produção o consumo próprio, a reinjeção nos reservatórios e queima, estima-se que a produção líquida potencial de gás natural nas unidades de processamento alcance cerca de 180 milhões de metros cúbicos por dia ao final do decênio.
No planejamento energético, a adoção dos princípios do desenvolvimento sustentável traduz-se em diversos objetivos que perpassam o acesso à energia, o atendimento confiável da demanda e a diversificação da matriz energética. Nesse processo, deve-se levar em consideração a disponibilidade de matérias primas, as possibilidades das fontes de energia, renováveis e não renováveis, os impactos socioambientais e os aspectos econômicos associados ao aproveitamento dessas fontes.
O desafio que a inserção da variável socioambiental tem imposto ao setor energético está, atualmente, relacionado ao conceito de sustentabilidade. O PDE tem, portanto, como um de seus desafios o aprimoramento e a incorporação desse conceito no tratamento de todas as fontes energéticas. Isto é, fazer com que a estratégia de expansão da oferta de energia se mostre, a cada ciclo de planejamento, mais sustentável, capaz de atender os objetivos setoriais em consonância com os propósitos de preservação do meio ambiente.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Conta de Luz vs. Arrecadação Recorde e Qualidade do Serviço?
Hoje recebemos mais uma noticia sobre a arrecadação recorde da nossa conta de luz que pagamos mensalmente. Foram pagos R$63 bilhões em impostos, ou seja, para onde está indo esse dinheiro?
A qualidade da fiscalização do serviço de energia elétrica deixa a desejar, os investimentos pelas distribuidoras, concessionárias de transmissão e geração estão abaixo do necessário, o que está ocorrendo? Não seria interessante utilizar 50% desse valor para reinvestir na rede ao invés de impostos, assim teríamos menos bueiros explodindo, menos apagões e mais segurança. Poderíamos contar com trabalhos melhores qualificados, investimentos em eficiência energética de maior vulto, etc.
O dinheiro de imposto não sei para onde vai e ninguém no governo que tente explicar, pois essa equação é uma das mais complicadas, pagamos uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo e temos serviços de baixa qualidade. Eu gostaria de pagar pouco pelo serviço já que a qualidade é ruim, e além do mais não tenho nem o direitor de escolher.
A qualidade da fiscalização do serviço de energia elétrica deixa a desejar, os investimentos pelas distribuidoras, concessionárias de transmissão e geração estão abaixo do necessário, o que está ocorrendo? Não seria interessante utilizar 50% desse valor para reinvestir na rede ao invés de impostos, assim teríamos menos bueiros explodindo, menos apagões e mais segurança. Poderíamos contar com trabalhos melhores qualificados, investimentos em eficiência energética de maior vulto, etc.
O dinheiro de imposto não sei para onde vai e ninguém no governo que tente explicar, pois essa equação é uma das mais complicadas, pagamos uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo e temos serviços de baixa qualidade. Eu gostaria de pagar pouco pelo serviço já que a qualidade é ruim, e além do mais não tenho nem o direitor de escolher.
Video Mostrando a Energização de um Transformador
Interessante para aqueles que nunca acompanharam a energização de um equipamento, o video do link abaixo mostra a energização após uma manutenção no trafo de 33kV de 12.5MVA, vale a pena conferir.
Além disso, no mesmo é possível ouvir o barulho do disjuntor realizando o carregamento da mola.
http://videos.tdworld.com/video/Substation-transformers-switchi;Substations
Além disso, no mesmo é possível ouvir o barulho do disjuntor realizando o carregamento da mola.
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