sábado, 18 de outubro de 2014

Três Livros Sobre Energias Renováveis

Hoje indicarei três livros sobre energias renováveis e um video interessante sobre a Energia Solar Fotovoltaica e suas perspectivas no futuro da matriz energética brasileira.


1. Energias Renováveis - Riqueza Sustentável ao Alcance da Sociedade
http://www2.camara.leg.br/a-camara/altosestudos/pdf/energias-renovaveis-riqueza-sustentavel-ao-alcance-da-sociedade



2. Anuário Brasileiro das Energias Renováveis
O Anuário vai ser a mais importante e completa fonte para pesquisas, promoção de ações governamentais e também como da inciativa privada em energia renovável, artigos e matérias dos principais pesquisadores a nível mundial como: Dr. Laércio Couto (Renabio), Dr. Saulo Philipe Guerra, entre outros.
http://www.anuarioenergiasrenovaveis.com/


3. Energias Renováveis, a Opção Inadiavel
O livro aborda a problemática energética e as várias soluções que podem representar as Energias Renováveis, oferecendo um panorama da situação em Portugal e da técnologia que rodeia os diversos tipos de Energias Renováveis, desde a éolica até ao solar.






terça-feira, 10 de junho de 2014

Energia Solar - Microgeração Como Funciona? Redução garantida na conta de luz


PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE A MICROGERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR


1. QUEM PODE SER MICROPRODUTOR?

Qualquer entidade que disponha de um contrato de compra de electricidade em baixa tensão.

2. ONDE POSSO INSTALAR O SISTEMA DE MICROPRODUÇÃO?

O sistema de produção deve ser integrado no local do consumo.

3. QUAL É A POTÊNCIA MÁXIMA QUE POSSO INSTALAR?

A potência de produção não pode ser superior a 50% da potência contratada. 
A potência de ligação da respectiva unidade de microprodução não deve superar 5,75 kW 
em regime geral e 3,68 kW em regime bonificado. No caso de condomínios este valor é de 11,04 kW.

4. POSSO USAR MAIS DO QUE UMA FONTE DE ENERGIA RENOVÁVEL?

Não. Em cada unidade de microprodução é possível explorar apenas uma única fonte 
de energia renovável a partir de uma tecnologia de produção, por exemplo painéis fotovoltaicos. 

Abaixo coloquei um reportagem veiculada no Jornal da Globo que explica como o mecanismo funciona.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Conversora Garabi - CIEN - Video ABB

Neste video produzido pela ABB são demonstrados os equipamentos de pátio da Subestação de Garabi e com explicações das funções de cada equipamento. 




Em 2000 entrou em operação a estação conversora de frequência Garabi 1, com capacidade nominal de 1.100 MW, no município de Garruchos-RS, sendo esta a primeira etapa de uma interligação internacional de grande porte entre a Argentina e o Brasil. Esta interligação foi concluída em 2002, com a entrada em operação da estação conversora de frequência Garabi 2, com mais 1.100 MW de capacidade nominal. As estações conversoras de frequência Garabi 1 e Garabi 2 são de propriedade da CIEN, assim como o sistema de transmissão em 500 kV de interesse exclusivo deste empreendimento, conectando-as respectivamente às subestações de Santo Ângelo - RS e Itá - SC. Essa interligação teve como objetivo principal a possibilidade de importação de energia elétrica pelo Brasil, sendo modelada no sistema brasileiro como uma oferta análoga a uma usina termoelétrica instalada na fronteira do Brasil com a Argentina, assim como para atendimentos frente a emergências no sistema brasileiro ou argentino. No entanto, esta interligação vem sendo nos últimos anos utilizada principalmente para atendimento à Argentina em função das dificuldades energéticas pelas quais vem passando aquele país. Já houve também situação crítica de abastecimento energético no Uruguai, quando a interligação Garabi foi utilizada para atendimento àquele país por meio do sistema de transmissão da Argentina. O agente de importação e exportação referente a estas interligações é a CIEN. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vídeo de Robô utilizado na inspeção de Linhas de Transmissão


Esse vídeo trata da entrevista da empresa japonesa HiBot que desenvolveu um robô para inspecionar linhas de transmissão até 750kV, o mais interessante é a capacidade dele transpor obstáculos e tudo é filmado com várias câmeras permitindo uma melhora significativa na precisão das inspeções. 


Além disso, o produto possui GPS e não precisa desligar a linha de transmissão para realizar a inspeção. No Brasil onde temos LT´s longas que muitas vezes as equipes não conseguem realizar a inspeção com este tipo de precisão seria muito interessante adotar este tipo de Robô para melhorar a qualidade da manutenção.

Hibot - Expliner Robot


terça-feira, 8 de abril de 2014

Racionamento de Energia no Brasil pode ocorrer ainda em 2014

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou nesta quarta-feira (02/04) que os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste – responsáveis pela geração de 70% da energia consumida no país – estão com 36% da capacidade máxima. E admitiu que, se não chegarem a 43% no final de abril, o resto do ano será complicado.
A preocupação existe, e o governo parece não conseguir esconder. Em entrevista ao jornal americano Wall Street Journal no final de março, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a dizer que, caso as reservas das hidrelétricas não aumentassem nos próximos meses, o governo iria pedir à população que reduzisse o consumo de energia.
A declaração de Lobão logo foi desmentida pelo Planalto. Mas especialistas dizem que racionamento não é apenas uma possibilidade real, como também, se aplicada de forma gradual desde já, poderia evitar problemas mais sérios no final do ano – a exemplo do que aconteceu em 2002, quando o governo se viu forçado a decretar duras medidas para reduzir o consumo.
“Mesmo com o período de chuvas ao longo do mês de março, os reservatórios dessas regiões subiram somente 1,7%, num mês em que se esperava que o nível fosse aumentar muito mais”, diz Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, especializado no sistema elétrico brasileiro. “Dificilmente podemos esperar que a chuva seja tão forte e traga os reservatórios para o patamar de 43%”.
Racionamento gradativo
Por essa razão, especialistas ouvidos pela DW são unânimes em afirmar que o governo federal já deveria incentivar desde agora uma redução voluntária de pelo menos 5% de energia. Assim, consumidores residenciais e empresas não seriam atingidos de surpresa, no fim do ano, por um racionamento de 20% ou mais.
“O governo deveria se comunicar melhor com a sociedade para que ela tenha clareza e possa se mobilizar na direção da economia de energia”, diz Sales. “Isso é uma crítica que faço ao governo: ele continua tentando dar a entender que tem segurança absoluta com relação ao abastecimento, coisa que os números provam o contrário.”
Para Roberto Schäffer, professor de planejamento energético da Coppe/UFRJ, o Brasil está entrando numa zona perigosa. Segundo ele, a situação atual está exigindo que o governo federal acione as usinas térmicas em níveis mais elevados do que até agora, já que os reservatórios estão mais baixos do que historicamente estariam nesta época do ano.
“Neste momento, a chance de faltar energia no Brasil é maior do que nos anos anteriores. Parece pouco provável que exista um racionamento ou falta de energia antes ou durante a Copa do Mundo. O que me preocupa mais é o período após o Mundial”, afirma Schäffer. “Eventualmente o Brasil quer passar uma impressão internacional de que está tudo bem, mas depois do Mundial devem vir medidas mais duras.”
Termelétricas: custo elevado
Com os reservatórios das hidrelétricas baixos e o sistema elétrico operando no limite, o governo vem sendo forçado a usar com mais frequência as termelétricas, que costumam ser acionadas apenas sazonalmente e são mais caras e poluentes.
Atualmente, mais de 17.500 dos 21.670 megawatts disponíveis nas termelétricas estão em operação. De acordo com Ildo Luís Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), o custo da energia proveniente das usinas hidrelétricas e eólicas é de cerca de 100 reais por megawatt-hora (MWh). Já nas termelétricas, o valor ultrapassa os 800 reais por MWh.
“Isso gera um elevado custo para o país. São bilhões de reais sendo gastos em combustíveis, como óleo diesel e gás natural importado, num momento de estresse no mercado mundial”, diz Sauer. “Além disso, há o problema das emissões ambientais elevadas por causa da queima desses combustíveis. O alto custo esvazia recursos do Tesouro Nacional que deveriam ser destinados a outras prioridades”.
Como os custos extras estão ficando maiores, é provável que o Tesouro Nacional fique com a parcela mais elevada do uso da energia termelétrica e, assim, o repasse para o consumidor final seja menor. É possível, porém, que a parcela do uso das térmicas em 2013 – ao custo de cerca 9,5 bilhões de reais – e de 2014 – que deverá ultrapassar o valor do ano anterior – seja repassada aos usuários a partir de 2015.
“Se não chover o suficiente até agosto, toma-se a medida drástica de realizar o racionamento ou então tenta-se empurrar para depois das eleições presidenciais [em outubro]”, afirma Sauer. “O grande fiasco já foi concretizado, que é o mau planejamento e a má gestão do sistema.”
Fonte: DW