| Eólica ficará mais cara nos leilões este ano | |
| Os baixos preços da energia eólica no último leilão promovido pelo governo, em dezembro, podem não se repetir nos próximos certames. O presidente da Renova, Mathias Becker, prevê que os preços serão entre 12% e 18% mais altos, portanto, acima de R$ 100 por MWh... | |
| Valor Econômico | |
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Os baixos preços da energia eólica no último leilão promovido pelo governo, em dezembro, podem não se repetir nos próximos certames. O presidente da Renova, Mathias Becker, prevê que os preços serão entre 12% e 18% mais altos, portanto, acima de R$ 100 por MWh. Os preços do último leilão, os menores da história, assustaram os empreendedores. A Renova, a maior geradora eólica do país, vendeu só 10,6 MW médios no leilão, que vão lhe trazer uma receita bruta anual de R$ 8 milhões quando as turbinas entrarem em operação na Bahia, daqui a cinco anos. A energia foi vendida por cerca de R$ 90 MWh. Segundo Becker, tratou-se de um preço excepcional, que só foi possível devido a uma combinação de fatores. Na avaliação do executivo, as mudanças nas regras da Finame, linha de crédito do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) utilizada para a aquisição dos aerogeradores, elevarão os custos dos empreendimentos e, consequentemente, da energia vendida nos próximos leilões. Para cumprir com as exigências do BNDES, os fornecedores terão de investir em fábricas no Brasil, diz Becker, que também prevê uma redução no número de fabricantes de equipamentos que permanecerão no mercado brasileiro. O Brasil passou a ser um oásis para os fornecedores globais, cujas fábricas de turbinas eólicas ficaram ociosas após a crise na Europa e EUA. No ano passado, quem venceu a concorrência aberta pela Renova foi a multinacional francesa Alstom, que lhe fornecerá 440 aerogeradores, no valor de mais € 1 bilhão. A encomenda é uma das maiores do setor no mundo. Sobre os futuros leilões, o presidente da Renova afirmou que a empresa está apta para cadastrar projetos, mas evitou fazer previsões. Em 2012, só um leilão de energia nova foi realizado - e ainda assim a demanda foi um fiasco. Para ficar menos dependente do mercado cativo, a Renova criou uma comercializadora e estreou no mercado livre no fim do ano passado, com a venda de 61 MW médios. Os nomes dos compradores bem como os preços negociados são mantidos em segredo pela companhia. Os acordos, disse Becker, foram fechados após a publicação da Medida Provisória 579, que estabeleceu as regras para a renovação antecipada das concessões e abalou as pilastras do setor elétrico. Isso mostra que a MP não afugentou os clientes do mercado livre de energia, como alguns representantes do setor chegaram a prever. A Renova obteve preços bem mais atraentes nesses contratos bilaterais que nos leilões, disse o executivo. Com a conclusão das obras do parque eólico Alto Serão I, a Renova passou a ter 28% do sua carteira em operação. No entanto, o parque continua desconectado da rede elétrica nacional porque a Chesf não construi a tempo as linhas de transmissão, que só estarão prontas no fim deste ano. |
Nesse blog iremos discutir e informar sobre as noticias da parte técnica na área de transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil e no Mundo. transmissão de energia elétrica, manutenção, energia elétrica, distribuição, eficiência energética, P&D, leilão transmissão, subestações, linhas de transmissão, segurança do trabalho.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Energia Eólica ficará mais cara nos leilões no ano de 2013
Determinação da Aneel derruba ações da Cemig
| Determinação da Aneel derruba ações da Cemig | |
| A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu em R$ 5,11 bilhões a base de remuneração líquida que será utilizada para definir a revisão tarifária deste ano para a Cemig Distribuição. Em despacho publicado no dia 12 no "Diário Oficial da União", o órgão declara ainda o montante bruto... | |
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu em R$ 5,11 bilhões a base de remuneração líquida que será utilizada para definir a revisão tarifária deste ano para a Cemig Distribuição. Em despacho publicado no dia 12 no "Diário Oficial da União", o órgão declara ainda o montante bruto em R$ 14,92 bilhões. A informação, repercutida hoje pelos bancos de investimentos, assustou os investidores. Segundo analistas, a própria agência estava prevendo anteriormente uma base regulatória de R$ 6,7 bilhões. A alteração pode significar um reajuste bem menor na tarifa cobrada pela empresa. Por volta das 10h45, as ações preferenciais da Cemig caíam 11,09%, sendo cotadas em R$ 22,94, a maior baixa do Ibovespa. Antes de iniciar as negociações na bolsa, os papéis entraram em leilão durante 15 minutos por conta da forte queda. A desvalorização arrasta as empresas do setor, com as ações da Light caindo 9,5% e as da CPFL recuando 3,76%, por exemplo. Todas as companhias de energia elétrica dominam as maiores quedas do principal índice da BM&FBovespa hoje, pela manhã. Nos cálculos do analista Vinicius Canheu, do Credit Suisse, essa mudança na base regulatória que é usada para calcular a nova tarifa vai reduzir em 24% o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) da Cemig. "Agora esperamos que a decisão traga novamente incertezas para o setor", diz o relatório. Já o BTG Pactual prevê em R$ 2,80 o valor total que as ações podem perder com a notícia. Caso não haja nenhuma mudança e a Aneel resolva não voltar atrás, o preço-alvo para os papéis seria cortado de R$ 27 para R$ 24,20. "Mas a Cemig já nos disse que vai tentar reverter essa proposta", diz o banco.
Fonte: Valor Ecônomico
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Fora Renan Calheiros - 24/02 Várias Cidades - Participe
Apesar de neste blog postarmos noticias sobre o setor elétrico, está merece uma atenção especial, estamos com um presidente do senado sendo investigado por corrupção, em qualquer outra democracia desenvolvida isso seria um absurdo, mas neste país, onde pode tudo, ficamos a mercê dos politicos, isolados em Brasilia.
O movimento que pede a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado reuniu menos de 30 pessoas no gramado em frente ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira. Simbolicamente, no entanto, o ato representa um total de 1,6 milhão de assinaturas obtidas em uma petição online.
As adesões, promovidas pelo site da ONG Avaaz, pedem que Calheiros deixe a presidência do Senado. Uma das argumentações é a de que as acusações de corrupção contra o senador no Supremo Tribunal Federal (STF) não são compatíveis com cargo de presidente do Congresso.
Os manifestantes também colocaram uma bandeira gigante do Brasil no gramado do Congresso. Na bandeira estava escrito: "Será que o Senado vai ouvir?". Logo depois, os manifestantes entraram no Congresso, onde haverá uma reunião para a entrega das assinaturas para parlamentares da oposição.
O diretor de campanhas da Avaaz, Pedro Abramovay, que é ex-Secretário Nacional da Justiça do governo Lula, vai encaminhar nesta quarta uma representação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) federal. Ele quer que a OAB encaminhe uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ao STF pedindo o fim do voto secreto na escolha do presidente do Senado.
Na internet, a Avaaz informa que "é uma comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para a política global".
Na página que propaga os atos de domingo no Facebook um texto traz a razão de ser da mobilização e provoca:
“Renan Calheiros foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de peculato (quando servidor utiliza o cargo para desviar dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso.
Não somos artistas ou políticos partidários…
Somos apenas cidadãos brasileiros que NÃO AGUENTAM MAIS TANTA CORRUPÇÃO!
Não queremos mais ser chamados de palhaço.
Até quando aturaremos corruptos e ladrões governando o nosso País?”.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Demanda por gás para atender despachos foi surpreendentemente alta, diz Petrobras
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta terça-feira (05/02), que os ganhos obtidos com geração termelétrica no quarto trimestre de 2012 compensaram o resultado fraco apresentado pelo segmento no acumulado dos trimestres anteriores. A executiva classificou a demanda por gás natural para atender os depachos termelétricos como “surpreendentemente alta” e “acima das expectativas”, mas assegurou que a companhia não teve problemas de fornecimento.
“Tivemos perdas por sete ou oito meses no segmento de geração, mas obtivemos um ganho bastante relevante no último trimestre, por conta do atendimento aos despachos , aliado ao fato do preço da energia ter subido bastante”, afirmou a presidente, durante teleconferência com analistas e investidores.
No ano passado, a Petrobras aumentou em 22% a sua oferta do combustível, cuja média diária atingiu 74,9 milhões de metros cúbicos. Segundo Graça Foster, a alta demanda termelétrica provocou a inversão da curva de consumo, com o segmento térmico ultrapassando o não térmico.
Desse total, a oferta doméstica foi de R$39,5 milhões de metros cúbicos por dia, a importação da Bolívia por meio do Gasoduto Bolívia-Brasil atingiu 27 milhões de metros cúbicos por dia e o volume de Gás Natural Liquefeito (GNL) regaseificado totalizou 8,4 milhões de metros cúbicos por dia.
Dados do balanço financeiro da Petrobras, apontam que a companhia gerou 2.699 MW médios para o Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio das 18 usinas termelétricas próprias e alugadas que compõem o seu parque gerador termelétrico, com capacidade instalada de 6.235,2 MW.
O volume gerado foi 313% maior em relação ao ano anterior devido “ao atendimento à solicitação de despacho pelo ONS, ao atendimento a compromissos de inflexibilidade, ao fornecimento de vapor aos clientes e à exportação de energia para o Uruguai”. Segundo a Petrobras, a capacidade instalada do parque gerador da companhia atingiu 7.028 MW, incluindo os projetos com participação acionária minoritária. No mercado livre, a Petrobras vendeu 2.675 MW médios.
Apesar do aumento do volume gerado e das vendas efetuadas com o PLD mais alto, o segmento de gás e energia apresentou resultado líquido de R$1,6 bilhão em 2012, queda de 48,4% ante os R$3,1 bilhões obtidos em 2011. Entre as justificativas para a queda, a companhia cita o aumento da importação do gás da Bolívia e o reconhecimento não recorrente de créditos fiscais de R$928 milhões em 2011.
Fonte: Jornal da Energia
A operação das termelétricas para garantir a segurança do abastecimento de energiaenquanto os reservatórios das usinas permanecem em níveis críticos está gerando prejuízo de R$ 240 milhões por mês à Petrobras . O cálculo é da consultoria Gas Energy, com base no volume e no preço do gás natural liquefeito (GNL) importado. A Petrobras é remunerada em US$ 12 por milhão de BTU pela operação das termelétricas, enquanto o preço do GNL no mercado é de US$ 18 por milhão de BTU. Na semana passada, acendeu sinal de alerta no setor elétrico, porque as chuvas de dezembro foram mais fracas que as esperadas
domingo, 20 de janeiro de 2013
CHESF E AS OBRAS ATRASADAS - PREJUÍZO PARA A POPULAÇÃO
ANEEL mantém multa à CHESF por atraso em obras de transmissão
26/10/2012
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) negou provimento a recurso interposto pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) e manteve multa no valor de R$ 2,2 milhões por descumprimento do cronograma de implantação de obras referentes ao lote B do leilão nº06/2010. A medida foi tomada durante Reunião Pública da Diretoria da última terça-feira (23/10). A decisão encerra a possibilidade de recurso da empresa na esfera administrativa.
A CHESF alegou que o atraso na conclusão dos empreendimentos ocorreu em virtude da superficialidade de informações disponibilizadas para o leilão e da demora dos órgãos ambientais na análise dos pleitos. A fiscalização da Agência considerou que a empresa teve oportunidade de analisar as informações antes da realização do leilão para avaliar o risco de eventuais falhas existentes e nem mesmo ter participado do certame. Quanto ao processo de licenciamento, a fiscalização informou que parcela do atraso deveu-se a demora da empresa na apresentação de documentos.
Segundo a Agência, o atraso na conclusão dessas obras será de pelo menos 17 meses e impactará diretamente a entrada de 14 usinas eólicas que participaram do leilão 03/2009. O lote B do leilão nº06/2010 é composto pela linha de transmissão Igaporã – Bom Jesus da Lapa II e pela subestação Igaporã, localizadas na Bahia. (DB/PG)
Levantamento feito com base em relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de acompanhamento e fiscalização das obras já licitadas para reforçar o sistema de transmissão no país indica que 48% delas descumpriram o cronograma estabelecido nos contratos de concessão ou nas resoluções de autorização e precisaram redefinir as datas previstas para o início da operação dos linhões.
O levantamento abrange 421 obras e inclui subestações que dão apoio à rede de transmissão de energia. A média de atrasos é de 14 meses. Há empreendimentos, inclusive de empresas estatais como Furnas e Chesf, com atraso superior a quatro anos. A maioria está relacionada a dificuldades encontradas no processo de licenciamento ambiental.
Com 203 obras em atraso, as empresas de transmissão calculam o prejuízo. Quando as linhas entram em operação, elas passam a ser remuneradas com a Receita Anual Permitida (RAP), que é definida nos leilões de concessão. As licitações fixam uma receita máxima e ganha quem oferece o maior deságio. Se a obra atrasa, a concessionária também deixa de receber a remuneração.
“Há alguns anos, tínhamos tanta tranquilidade que as linhas eram concluídas antes do prazo máximo de implantação, a fim de antecipar receita”, afirma José Cláudio Cardoso, presidente da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate). “O cenário mudou. Hoje as linhas não entram na data prevista e o setor tem perdas acumuladas de R$ 1,3 bilhão na RAP que já deveria estar recebendo”, agrega Cardoso.
Um dos exemplos de atraso ocorreu a hidrelétrica de Dardanelos, no Mato Grosso, com 261 megawatts (MW) de potência instalada. As obras da usina foram concluídas no início do ano, mas ela só entrou em funcionamento comercial em agosto, devido a um impasse com a Funai em torno da linha que conecta o empreendimento ao sistema interligado nacional. Por causa da travessia do rio Juruena, um trecho de 15 quilômetros, as obras de transmissão atrasaram mais de um ano e provocaram um descasamento com o planejamento, cumprido à risca, da geração.
Diferentemente do que ocorre com os empreendimentos de geração, incluindo as grandes hidrelétricas, linhas de transmissão são leiloadas sem licença prévia. Para diminuir o risco dos investidores, a Aneel discute com o Ministério de Minas e Energia a possibilidade de linhas consideradas mais complexas do ponto de vista ambiental já serem licitadas com essa licença concedida.
O presidente da CPFL Renováveis, Miguel Saad, diz que pelo menos dois projetos da empresa são afetados por atrasos na rede de transmissão. No parque eólico Santa Clara, no Rio Grande do Norte, que tem 188 MW de capacidade, o atraso na implantação de estações coletoras (ICGs) para conectar as usinas ao sistema de transmissão adiará em seis meses o início de sua operação.
“As nossas obras estão em dia”, diz Saad, garantindo o cumprimento do prazo para o término da construção do parque eólico, em julho de 2012. A previsão, no entanto, é que a conexão ao sistema interligado, sob responsabilidade da Chesf, fique pronta no fim de 2012. A remuneração da CPFL está assegurada nesse caso, embora o país esteja deixando de acrescentar energia necessária para atender ao crescimento da demanda.
Um caso diferente é o da usina Bio Ipê, na região de Dracena (SP), que precisa de uma linha nova para conectá-la à rede de distribuição. Ela deverá gerar 25 MW de energia, a partir do bagaço de cana, e deveria ter entrado em operação em outubro. Com o atraso na conexão, o início do funcionamento foi adiado para dezembro. A CPFL Renováveis só terá receitas com a usina de biomassa após o começo da operação. (DR)
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