Madri, 28 mai (EFE).- O grupo espanhol ACS, através das filiais Cobra, Cymi e CME, fechou um acordo para vender sete linhas de transmissão elétrica brasileiras a uma empresa chinesa por aproximadamente US$ 950 milhões.
Segundo a informação da ACS à Comissão Nacional da Bolsa de Valores (CNMV), o regulador do mercado espanhol, a empresa compradora é o gigante elétrico chinês State Grid Corporation.
O valor da compra será dividido em US$ 533 milhões em ações enquanto o restante será em forma de dívida, informaram à Efe fontes do mercado. O grupo espanhol de construção, serviços e energia tem 100% destas sete linhas, algumas já terminadas e outras em fase de construção, e está à espera das autorizações administrativas necessárias.
A operação entra no conjunto de desinvestimentos da ACS para este ano, com as quais espera obter 3 bilhões de euros (US$ 3,78 bilhões). A ACS também pretende desfazer a sua participação em quatro usinas termo solares, 750 megawatts de energia eólica, nove linhas de transmissão no Brasil e algumas estradas.
No final de 2010, a empresa vendeu suas participações nas sociedades concessionárias de oito linhas elétricas brasileiras. Destas oito, sete foram compradas pela própria State Grid e uma pela também espanhola Elecnor.
Segundo o valor destas sociedades e a parte correspondente à ACS (um terço, aproximadamente), a venda gerou à empresa 450 milhões de euros (US$ 567 milhões).
Além disso, em 2010 a ACS se desfez de sua participação em outras seis linhas elétricas brasileiras, e em abril do ano passado vendeu 10% do grupo espanhol Abertis por 875,3 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão de dólares) à OHL, também da Espanha.
Nesse blog iremos discutir e informar sobre as noticias da parte técnica na área de transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil e no Mundo. transmissão de energia elétrica, manutenção, energia elétrica, distribuição, eficiência energética, P&D, leilão transmissão, subestações, linhas de transmissão, segurança do trabalho.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Diretoria do ONS tem novos integrantes
Foram eleitos hoje, 20 de abril de 2012, em Assembleia Geral Ordinária, os dois novos diretores do ONS para o quadriênio 2012-2016.
Álvaro Fleury Veloso da Silveira assumirá a Diretoria de Administração dos Serviços da Transmissão e Francisco José Arteiro de Oliveira a Diretoria de Planejamento e Programação da Operação.
http://www.ons.org.br/download/2012abril-NovosDiretores.pdf
quinta-feira, 24 de maio de 2012
GE investe R$ 500 milhões em centro de pesquisas no Rio
| GE investe R$ 500 milhões em centro de pesquisas no Rio | |
| Pedra fundamental foi lançada nesta quinta na Ilha do Fundão. Centro fica pronto em 2013 e vai gerar 200 empregos iniciais. | |
| G1 g1.globo.com | |
A GE investirá R$ 500 milhões em seu Centro de Pesquisas Global na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, o primeiro centro de pesquisas da empresa na América Latina. O anunciou foi feito nesta quinta-feira (24), no lançamento da pedra fundamental do centro, que contou com a presença do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. Com instalações nos Estados Unidos, na Alemanha, na Índia e na China, a empresa escolheu o Brasil para receber o seu quinto Centro de Pesquisas Global, para desenvolver soluções para os desafios locais e apoiar o desenvolvimento do país, disse Reinaldo Garcia, presidente da GE e CEO para a América Latina. A unidade deverá ficar pronta no segundo semestre de 2013 e vai gerar 200 empregos iniciais, com capacidade para 400 pesquisadores. Até o espaço ficar pronto, a GE continuará funcionando no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde está desde 1º de setembro de 2011, com mais de 50 profissionais trabalhando em três centros de excelência em pesquisas: biocombustíveis, sistemas inteligentes e integração de sistemas. “O país vive um momento único de crescimento e possui necessidades específicas de infraestrutura. Nosso centro de pesquisas trabalhará para ajudar o Brasil a acabar com esses gargalos ao oferecer soluções customizadas e feitas especialmente para a demanda brasileira”, disse Reinaldo Garcia. O modelo de funcionamento do Centro de Pesquisas Global da GE no Brasil é diferente dos outros por atuar próximo dos clientes para descobrir suas necessidades locais, transformando as demandas em pesquisas e, depois, em soluções. “Graças a este modelo pioneiro para o Brasil, nosso Centro de Pesquisas Global já terá mais um Centro de Excelência, focado no desenvolvimento de inovações na área de águas profundas, que atenderá às particularidades relacionadas ao pré-sal e outras oportunidades”, disse Ken Herd, responsável pelo Centro de Pesquisas Global da GE no Brasil. Os três centros de excelência já em funcionamento têm trabalhos que visam produzir inovações. Em biocombustíveis, as pesquisas focam vinhaça e bagaço de cana, biocombustíveis para a Aeronáutica e locomotivas movidas a gás natural. Em sistemas inteligentes, o trabalho é em automação avançada, diagnósticos para energia elétrica, setor de petróleo e gás, transportes aéreos e transportes terrestres. Já na área de integração de sistemas, as pesquisas priorizam a otimização para transportes, a otimização do trajeto mina-porto e a eficiência logística. A GE tem centros de pesquisa há mais de cem anos, e os trabalhos resultaram até 2011 em 3.615 patentes. |
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Entrada dos chineses na EDP dá fôlego para investimentos em geração no Brasil
| Entrada dos chineses na EDP dá fôlego para investimentos em geração no Brasil | |
| Empresa quer crescer no país, mas projetos não apresentam rentablidade adequada, segundo Antonio Mexia | |
| Agência Canal Energia canalenergia.com.br | |
A entrada dos chineses na EDP dará mais fôlego para os investimentos da empresa, principalmente no Brasil, país considerado estratégico não só pelos portugueses, mas também pela China Three Gorges, que adquiriu 21,35% da EDP no processo de privatização. De acordo com Antonio Mexia, CEO da EDP, a presença no Brasil e a forte atuação no segmento de energias renováveis foram os dois principais atrativos da companhia nesse processo. Na disputa estavam ainda a alemã E.ON e as brasileiras Eletrobras e Cemig. O executivo acredita que se não fossem esses dois fatores, a empresa não teria atraído muitos interessados. "O Brasil é uma aposta fundamental da EDP", afirmou o executivo. No entanto, ainda de acordo com Mexia, o crescimento no Brasil, que está focado no segmento de geração, esbarra na rentabilidade dos projetos. "Gostaríamos de crescer no Brasil mais rápido do que estamos crescendo, mas os projetos não tem a rentabilidade adequada", declarou Mexia. A empresa está terminando de construir a térmica de Pecém, no Ceará, e iniciou a construção da hidrelétrica de Jari, no Amapá. A EDP também vendeu 120 MW de energia eólica nos últimos leilões de geração. Segundo Mexia, os chineses tem uma capacidade de financiamento muito grande, importante para a participação nos projetos. A CTG comprou a fatia da EDP e se comprometeu a investir 2 bilhões de euros até 2015, sendo 800 milhões de euros até maio de 2013. "Nós compartilhamos da mesma visão e temos como foco crescer na área internacional através de fontes renováveis", comentou Mexia. |
Tiros contra a State Grid atingem as costas da Copel
Tiros contra a State Grid atingem as costas da Copel
A barricada armada pelo governo contra a expansão da State Grid no
Brasil desencadeou um curto-circuito nos planos da Copel. A mobilização
do Planalto e do Ministério de Minas e Energia para que a NeoEnergia não
seja vendida aos chineses ocorre justamente no momento em que a
estatal paranaense negocia um grande acordo com o grupo asiático. As
duas empresas costuram a criação de uma joint venture para
investimentos conjuntos na área de transmissão. O projeto prevê tanto a
entrada nos próximos leilões da Aneel quanto a compra de participações
em concessões já em operação.
Segundo informações filtradas junto à Copel, as primeiras conversas com
o alto comando da State Grid foram conduzidas pelo próprio governador
Beto Richa. No entanto, os fatos recentes acenderam uma luz vermelha
no painel da companhia e do próprio governo do Paraná. Duas questões
estão remoendo as autoridades paranaenses. A primeira é saber se os
chineses manterão o interesse no projeto diante da oposição explícita do
governo federal. Ao mesmo tempo, a cúpula da Copel discute
internamente até que ponto vale a pena levar adiante uma associação
com um investidor estrangeiro que entrou para o índex do Planalto.
A Copel e a State Grid já são parceiras em um consórcio que arrematou a
concessão de linhas de transmissão em São Paulo no mais recente leilão
da Aneel, realizado em março. Trata-se, no entanto, de um grão de areia
perto das possibilidades de negócio que vêm sendo alinhavadas pelas
duas empresas. De acordo com a fonte ouvida pelo RR, a State Grid tem
cerca de US$ 1,5 bilhão para investir em transmissão no Brasil.
Procuradas, State Grid e Copel não quiseram se pronunciar sobre novas
negociações.
Ao se aproximar da Copel, o grupo chinês buscou uma
complementariedade operacional. A ideia era ter um parceiro
relativamente forte na área de geração, criando uma sinergia com os
negócios em transmissão. Agora, no próprio governo do Paraná vozes
mais otimistas dizem que a sociedade com a Copel pode até ter um valor
simbólico para a State Grid. A parceria com uma empresa pública serviria
como um atenuante às diatribes do governo. No entanto, este raciocínio é
minoritário. Na estatal paranaense, predomina um clima de apreensão. O
RR apurou que existe um desconforto em dar continuidade às gestões
com a State Grid enquanto o imbróglio em torno da NeoEnergia não for
equacionado
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