terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Preços de energia para 2012 estão abaixo de R$100/MWh

Preços de energia para 2012 estão abaixo de R$100/MWh 
Os preços de energia elétrica convencional para 2012 variam entre 85 reais a cerca de 100 reais por megawatt-hora (MWh), e tendem a um viés de baixa com a entrada do período úmido. Na avaliação de representantes de comercializadoras de energia consultadas pela Reuters, o atual cenário no mercado livre é de sobras contratuais e reservatórios de hidrelétricas em níveis confortáveis, resultando em um Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) também baixo. O PLD, que serve como base para os preços de energia no mercado livre, está em uma média 19,66 reais por MWh no Sul e em 23,56 reais por MWh nos demais submercados, atualmente. Esse preço já chegou a superar os 500 reais por MWh em períodos de baixa quantidade de chuva, como em janeiro de 2008. "Estamos praticamente emendando um período úmido no outro", disse o presidente da comercializadora de energia Comerc, Cristopher Vlavianos, ao destacar que os preços de energia para 2012 estão entre 85 reais MWh e 90 reais por MWh, valores considerados baixos para energia de fontes convencionais. 
O sócio-diretor da comercializadora Ecom Energia, Paulo Toledo, afirmou que é possível encontrar energia para 2012 a entre 90 reais e 95 reais por MWh. "Considerando a situação em que os reservatórios estão hoje, provavelmente os preços devem continuar nesse patamar... E também não há tanto espaço para o preço reduzir muito." Também apostando em um regime hidrológico dentro do normal, o diretor da comercializadora Compass, Paulo Mayon, avalia que o cenário é de tranquilidade para os consumidores livres. "Estamos falando de um mercado que veio, no primeiro semestre, em um viés de estabilidade com preços na casa dos 115 reais por MWh a 110 reais por MWh para 2012, e chegamos num momento em que se está comprando energia para 2012, hoje, abaixo de 100 reais por MWh", disse Mayon. 
Nas últimas semanas, o PLD até chegou a apresentar um aumento. O PLD é calculado com base em dados sobre disponibilidade de usinas, volume dos reservatórios, previsão de afluência e restrições de segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), Apesar disso, o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Reginaldo Almeida de Medeiros, considera que a tendência é de que o PLD volte a cair em breve. O início do período úmido está previsto entre meados de outubro ou início de novembro. PROJEÇÃO DA DEMANDA Ainda há incertezas nas projeções de aumento de carga para 2012 e 2013, já que as indústrias, principais consumidoras de energia, também não têm definidas claramente as estimativas de aumento de produção para esse biênio, disse Mayon, da Compass. Em 2011, o crescimento do consumo de energia elétrica no país deve ser de 3,6 por cento, conforme revisão para baixo da estimativa pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 
A projeção inicial era de avanço de 5,4 por cento. Para 2012, a estimativa da EPE é de que o crescimento do consumo de energia elétrica no país volte a acelerar. "Mas mesmo que tenha uma aceleração de consumo de energia no ano que vem, na hora da contratação, os consumidores são mais conservadores... Ter sobra de energia não é bom para o consumidor", explicou Vlavianos, da Comerc. Segundo ele, mesmo com previsão de maior demanda, os consumidores não costumam ficar 100 por cento contratados. "Em termos de contratação , tem uma liquidez contratual grande do mercado... Tem bastante gerador vendendo energia", acrescentou. Considerando que os consumidores costumam não realizar sobre-contratação, as comercializadoras de energia tendem a registrar aumento nos volumes de negociação no próximo ano, diante da realização de ajustes da demanda dos consumidores livres. "Para o ano que vem o mercado livre deve ter boas perspectivas de colocação da energia que está sobrando" disse Medeiros, da Abraceel. 

Fonte: Reuters

Brix: preço da energia cai 11% em dezembro - PLD curto prazo Janeiro 2012

A plataforma de negociação de energia elétrica Brix divulgou nesta segunda-feira (16/1) a variação de preços registrada em dezembro no mercado de curto prazo (spot). De 13 de dezembro de 2011 a 10 de janeiro de 2012 - período de referência da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) - o preço dos contratos negociados no sistema variou de R$68,26 a R$60,68 por MWh - uma desvalorização de 11,10%.
Já o Índice Brix, que mede o prêmio aplicado ao Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) fechou o período negociado a R$16,51por MWh, registrando uma desvalorização de 32,94% em relação ao verificado no mês anterior. O valor máximo alcançado no intervalo foi de R$23,79 por MWh, no dia 13 de dezembro de 2011 - e o mínimo de R$16,51 por MWh, em 10 de janeiro de 2012.
O PLD médio mensal publicado pela CCEE para a região Sudeste/Centro-Oeste, que em novembro foi de R$45,55 por MWh, recuou para R$ 44,47 por MWh em dezembro.
De acordo com a Brix, mesmo com os feriados de fim de ano, o total de negociações no período foi de 287 - um aumento de 13% em relação ao mês anterior.
Em relação ao mês de janeiro  de 2012 o valor da energia elétrica no mercado de curto prazo ficou em R$12,20 para a terceira semana do mês, em todas as regiões. O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) foi divulgado nesta sexta-feira (13/1) pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e é válido para o período entre 14 e 20 de janeiro.
A queda apresentada do PLD nas últimas semanas se explica pela chegada do período de chuvas, que aumenta a previsão de afluência dos reservatórios, baixando o preço da energia por causa da maior oferta prevista. O valor de R$12,20 por MWh é o minimo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o indicador.
Confira os novos preços para todas as regiões, em reais por MWh:
Sudeste/Centro Oeste: R$12,20 (pesada); R$12,20 (média); R$12,20 (leve);
Sul: R$12,20 (pesada); R$12,20 (média); R$12,20 (leve);
Nordeste: R$12,20 (pesada), R$12,20 (média); R$12,20 (leve)


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Brasil e as Obras Sustentáveis

As construções sustentáveis estão sendo cada dia mais viabilizadas por empresas e pessoas que resolvem encarar os problemas ambientais de frente. Muitos ainda adotam uma certa cautela, ou ainda tem certo preconceito, mas o fato é que as obras sustentáveis chegaram ao Brasil com extrema rapidez e importância.

Hoje, o Brasil já é o quarto colocado em um ranking de 120 países com o maior número de empreendimentos que podem receber o selo verde da Leadership in Energy and Environment Design (LEED). Este reconhecimento internacional é próprio para edifícios sustentáveis e vem sendo almejado por várias empresas.



Ainda é um pequeno passo, visto que apenas 1% do que é construído no País pode ser considerado como uma obra sustentável. Este tipo de obra pode ser 5% mais cara inicialmente, mas a recompensa poderá vir com um maior racionamento de água e energia, o que a curto e a médio prazo já é notado pelo empreendedor.
Para um aumento de obras e atitudes sustentáveis, ainda é preciso quebrar a barreira de preconceito e a falta de informação para que mais pessoas se unam para ajudar o planeta.

São detalhes minuciosos. Todos os caminhões e outros equipamentos que saem da obra da Arena Pantanal, em Cuiabá, são lavados para não sujar as ruas. No local da lavagem, a água passa por um processo de decantação e é reaproveitada. Até a tinta e vernizes utilizados deverão seguir uma série de exigências, como não emitir partículas tóxicas que podem prejudicar a saúde.

A madeira incorporada à edificação é certificada e os resíduos deixados por esse material ganham nova utilidade. O que virou entulho na demolição do antigo Verdão foi reciclado e aproveitado na obra como agregado no aterro e nas vias de acesso. A qualidade do ar e da terra é monitorada permanentemente e até os aparelhos de ar condicionados são cautelosamente escolhidos e vistoriados.

Esses são apenas alguns critérios de sustentabilidade que vem sendo aplicados no canteiro de obras do novo Verdão, em Cuiabá. O objetivo é obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que é um sistema de certificação de edificações que verifica e atesta a qualidade ambiental de um empreendimento. É a excelência no uso de energia e no design ambiental que dão nome à sigla LEED.

A Arena Pantanal é um dos oito estádios de futebol no Brasil que registraram seus projetos e buscam o atestado de “construção verde”.
"O LEED está presente em 127 países, mas são poucas as arenas mundiais que têm o selo verde ou que estejam na posição do Brasil na busca da certificação", afirma Felipe Faria, gerente de relações governamentais e institucionais do Green Building Council (GBC Brasil), organização não governamental criada em 2007 para promover processos de certificação do selo LEED no País.



O selo de “obra verde” é algo novo no Brasil, mas tem ganhado destaque nos últimos três anos. Dentre os diversos benefícios para um empreendimento, a diminuição dos custos operacionais totais das edificações durante o ciclo de vida após a construção (40 a 50 anos) é o grande destaque. Nos custos de operação total estão inclusos água, luz, manutenção, investimentos em tecnologia da informação e segurança, entre
outros.

Os critérios para obter a certificação englobam os seguintes aspectos da edificação: localização, eficiência energética, uso racional de água, materiais com baixo impacto ambiental, qualidade ambiental interna e inovação.

A proximidade com o Pantanal, considerado um patrimônio natural da humanidade, foi um dos fatores determinantes para escolha de Cuiabá como sede do Mundial de 2014, o que revela a importância da preservação da natureza. “Um dos nossos compromissos é realizar uma Copa do Mundo que provoque o menor impacto ambiental possível e, portanto, estamos desenvolvendo várias ações sustentáveis”, ressaltou presidente da Agecopa, Eder Moraes.

VANTAGENS

As práticas sustentáveis podem resultar na economia de 30% a 50% no uso de energia e água, por exemplo. Além disso, as edificações que contemplam tais atributos reduzem cerca de 35% das emissões de CO2 em relação às edificações tradicionais.
"Também podemos considerar a valorização destas edificações tendo em vista a conscientização dos consumidores sobre a importância de empreendimentos que oferecem baixos custos operacionais e atendem alta performance de qualidade ambiental interna”, disse Felipe Faria.

PROCESSO

A primeira etapa de análise no processo de certificação LEED é chamada de "Design Project Review", onde o empreendedor enviará todas as informações referentes a fase de projetos visando receber um "feedback" que porventura venha alertá-lo acerca de providências a serem observadas ou uma posição de que a fase de projetos e a estratégica da certificação está dentro do esperado.
Toda documentação relativa à fase de projeto já foi submetida ao GBCI – Green Building Certificate Institute (organização certificadora), através da ferramenta “LEEDonline v3” para revisão preliminar (Design Review).

Todas as estratégias de sustentabilidade para atendimento dos requisitos da fase de construção da certificação LEED estão sendo executadas pelo Consórcio Santa Bárbara-Mendes Junior, sob supervisão da Concremat, gerenciadora e fiscalizadora da obra, e sob orientação da GCP Arquitetos, responsável pelo projeto da arena.
“Apenas após a conclusão das obras que toda documentação elaborada na fase de construção será revisada pelo GBCI. Depois dessa revisão será emitido um relatório com o resultado da avaliação de cada requisito do programa selecionado para atendimento na Arena Pantanal, a quantidade de pontos e o nível da certificação alcançado. Após aceitação do relatório final, o GBCI emitirá o Certificado LEED para a Arena Pantanal”, detalhou a coordenadora de Construção Verde da Concremat, a arquiteta Gabriela Berrocal.

NEOENERGIA PREVÊ INVESTIMENTOS DE CERCA DE R$ 3,8 BILHÕES PARA 2012

NEOENERGIA PREVÊ INVESTIMENTOS DE CERCA DE R$ 3,8 BILHÕES PARA 2012


O Conselho de Administração do Grupo Neoenergia, reunido em 15/12/2011, aprovou para o orçamento de 2012 o investimento de R$ 3,8 bilhões, valor 81% maior que o investimento de R$ 2,1 bilhões realizado em 2011, sendo R$ 1,6 bilhão para distribuição e R$ 500 milhões para geração e transmissão. Os recursos para o próximo ano serão destinados à ampliação e melhoria da qualidade da rede de distribuição na região onde detém concessões e na diversificação de fontes de energia limpas, como a geração hidráulica e eólica. 

Para levar energia a mais pessoas e melhorar ainda mais sua eficiência, o Grupo Neoenergia aprovou investimentos de R$ 1,9 bilhão em distribuição de energia, sendo R$ 804 milhões na ligação de 400 mil novos clientes e expansão da rede com a construção 10 novas subestações, R$ 571 milhões no Programa Luz Para Todos de eletrificação rural com a ligação de 25 mil novos consumidores rurais, R$ 413 milhões na manutenção da qualidade da rede existente e R$ 76 milhões na melhoria de infraestrutura. 

Em geração, os investimentos do Grupo Neoenergia em 2012 serão de R$ 1,9 bilhão e se concentrarão na ampliação de seu parque gerador. Além dos 1.588 MW em operação, estão em construção as usinas hidrelétricas de Teles Pires (1.820 MW), na qual o Grupo tem 50,1% de participação, e Belo Monte (11.233 MW), com participação de 10%. O Grupo arrematou ainda em leilão de transmissão a concessão para instalação da subestação de 230/69 kV Extremoz, com valor de investimento previsto de R$ 22 milhões, que dará maior confiabilidade ao sistema de distribuição da Cosern no Rio Grande do Norte, trazendo como benefícios mais qualidade e redução das perdas técnicas. 

A Neoenergia também está investindo na construção de dez parques eólicos na Bahia e no Rio Grande do Norte, em sociedade com a Iberdrola, que somam 288 MW. O Grupo também estuda sua participação em novos projetos a serem licitados nos próximos leilões. 

Na área social, investe em projetos inovadores em seu Programa de Eficiência Energética. As três distribuidoras do Grupo já doaram mais de 170 mil geladeiras novas em substituição a eletrodomésticos antigos, garantindo eficiência de consumo a clientes de baixa renda. Além disso, foram doadas 1,37 milhões de lâmpadas eficientes e realizadas 23 mil substituições de fiação elétrica interna nas habitações. 

Outro projeto relevante do Grupo é a iniciativa pioneira de implantação do sistema de geração fotovoltaico do estádio de futebol de Pituaçu, em Salvador, realizado pela Coelba, em parceria com o Governo do Estado da Bahia e apoio técnico da Agência Alemã de Cooperação Técnica (GIZ), que será o primeiro da América Latina a ser abastecido com energia elétrica geradora por energia solar, devendo entrar em operação em fevereiro de 2012. 




O Grupo Neoenergia é considerado hoje um dos maiores investidores privados do cinema nacional com investimentos previstos de R$ 15 milhões. Os patrocínios são voltados para áreas como as de cinema, teatro, restauração de patrimônio histórico, entre outras. Ainda entre os investimentos sociais destaca-se a parceria com o Instituto Ayrton Senna, no Programa Educação pela Arte. Em quatro anos, foram investidos cerca de R$ 2 milhões em projetos de organizações não governamentais que promovem a educação para o desenvolvimento humano por meio da arte junto a crianças e jovens de baixa renda. Desde o início da parceria, o Grupo Neoenergia possibilitou o atendimento a mais de 16 mil alunos. 

¿Temos a convicção de que o valor aprovado trará desenvolvimento sustentável para as regiões onde o Grupo Neoenergia atua, auxiliará no crescimento do País e garantirá eficiência nos resultados¿ destacou Marco Geovanne, Presidente do Conselho de Administração da Neoenergia e Diretor de Participações da Previ. 

Segundo o presidente da Neoenergia, Marcelo Corrêa, o nível de investimentos do Grupo vem sendo crescente e isso é possível graças à sua solidez financeira, ao esforço conjunto dos seus acionistas, à dedicação do corpo de colaboradores e fornecedores de bens e serviços, ao apoio das agências de financiamento, à segurança institucional do País e, acima de tudo, à crença na economia brasileira. 

INSTITUCIONAL 

O Grupo Neoenergia, um dos maiores investidores do setor elétrico brasileiro, é controlador das distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern, localizadas nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, de geradoras hidroelétricas, térmicas e eólicas, de transmissoras e da comercializadora NC Energia. 

Com 23 mil colaboradores, entre empregados diretos e subcontratados, o Grupo é o maior do País em número de clientes atendidos, sendo reconhecido no mercado como uma das empresas mais eficientes no segmento de distribuição. Em 2011, as empresas do Grupo deverão distribuir 31.655 GWh a 9,4 milhões de clientes e a previsão de crescimento de mercado para 2012 é de 5,5% e de clientes de 3,8%.

FONTE: NEOENERGIA

MPX e E.ON formam parceria estratégica para investir nos mercados de energia do Brasil e do Chile

11/01/2012 - MPX e E.ON formam parceria estratégica para investir nos mercados de energia do Brasil e do Chile
A MPX, braço de energia do Grupo EBX, controlado pelo empresário Eike Batista, e o player global E.ON AG, sediado na Alemanha, anunciaram hoje (11/01) um acordo (termo de compromisso) para criação de uma joint venture (JV) 50/50 que desenvolverá geração de energia e atividades correlatas de suprimento e comercialização no Brasil. A parceria entre a MPX e a E.ON tem como objetivo desenvolver uma capacidade total de 20.000 MW no Brasil e no Chile, se tornando, assim, a maior empresa privada de energia do Brasil. Esse número representa cerca de 20% da atual capacidade total do país.

A JV entre a MPX e a E.ON será responsável por todos os projetos de energia térmica e renovável no Brasil e no Chile, bem como atividades correlatas de suprimento e comercialização. A MPX detém 11.000 MW em projetos já licenciados, que farão parte da JV com 50% dos seguintes projetos: Usinas Termelétricas Açu, no Rio de Janeiro (5.400 MW), Central Castilla, no Chile (2.100 MW), Usinas Termelétricas Sul e Seival, no Rio Grande do Sul (1.300 MW) e Usina Termelétrica Parnaíba (2.200 MW). Além disso, para a UTE Açu, a E.ON terá uma call option por meio da JV para uma participação adicional de 38,9% do projeto em valor contábil.

Um primeiro passo para a transação será a conversão de debêntures da MPX em ações ordinárias. Os ativos de carvão de baixa emissão e alto potencial calorífico da MPX na Colômbia formarão uma nova companhia, denominada CCX, que será separada da MPX (spin-off) e, portanto, não fará parte da parceria. Como parte do processo de cisão, a MPX irá transferir até R$ 814 milhões (€ 344 milhões) em caixa para a nova companhia. A CCX será listada no Novo Mercado da BM&FBovespa e os acionistas da MPX farão jus a uma ação da nova empresa para cada ação da MPX de sua titularidade. Os debenturistas que optarem por não converter suas debêntures da MPX em ações ordinárias anteriormente à cisão não farão jus ao recebimento de ações da CCX.

Como parte do acordo, MPX levantará R$ 1.000.000.063,00 através de aumento de capital no qual a E.ON deve, em última análise, investir aproximadamente R$ 850 milhões a fim de alcançar uma participação-alvo de 10%. Como parte do grupo de acionistas minoritários, a E.ON terá direito a indicar um representante para integrar o Conselho de Administração da MPX.

“Através dessa joint venture a MPX poderá alavancar a plataforma global, expertise em desenvolvimento de projetos de cross-technology, experiência em gestão e extensa capacidade de geração da E.ON. Essa é uma parceria altamente estratégica e agregadora de valor para ambas as companhias. Juntos, podemos criar um negócio que vai muito além da soma de suas partes, gerando grandes oportunidades de crescimento nos próximos anos para todos os envolvidos”, disse Eike Batista, Presidente do Conselho de Administração da MPX.

O anúncio de hoje marcou o primeiro investimento da E.ON no Brasil, que é um de seus mercados em crescimento alvo fora da Europa. A E.ON é um líder global no setor de energia, com um portfólio de 69.000 MW composto por energia renovável, a gás, a carvão e nuclear e quase 4.000 MW em capacidade eólica, de biomassa e solar. A E.ON tem também um volume contratado de 68 bilhões de metros cúbicos (bcm) de gás natural em contratos de longo-prazo e produção upstream de cerca de 7,5 bcm ao ano.

Johannes Teyssen, CEO da E.ON AG, disse: “Para nós, a MPX é mais do que uma grande oportunidade de investimento no Brasil e no Chile. A parceria estratégica, que combina a experiência local e acesso a recursos naturais da MPX com a escala e capacidades globais da E.ON, possibilitará uma grande criação de valor em energia térmica e renovável no Brasil. A carteira de projetos de desenvolvimento de 11.000 MW já existente formará uma plataforma para alcançarmos rapidamente uma posição de mercado significativa em um dos mercados de energia de maior crescimento no mundo. Uniremos o conhecimento, experiência e comprometimento de ambas as companhias em benefício não apenas da MPX e da E.ON, mas também da economia brasileira e dos consumidores de energia do país. Estamos ansiosos para trabalhar com a MPX.”

Nos termos do acordo, a MPX irá manter, além de 50% dos projetos da joint venture acima mencionados, propriedade de 100% sobre a capacidade de energia contratada de usinas atualmente em construção (aproximadamente 3.000 MW), bem como sobre as concessões de gás natural na Bacia do Parnaíba, detidas através da OGX Maranhão, e da mina de carvão de Seival. Através de sua participação-alvo de 10% na MPX, a E.ON se tornará um estratégico acionista minoritário e apoiará também esses projetos.

A E.ON e a MPX esperam que a assinatura da joint venture ocorra no segundo trimestre de 2012, após realização de auditoria legal e conclusão das negociações finais.

“Estamos confiantes com nossa parceria com a E.ON, um bem-sucedido player do mercado global de energia. Através do trabalho conjunto e do aproveitamento da considerável experiência internacional da E.ON, podemos antecipar a monetização de projetos já licenciados, bem como criar novas e atraentes oportunidades de crescimento no Brasil e na América Latina,” comentou Eduardo Karrer, Diretor Presidente da MPX.

Frank Mastiaux, CEO da E.ON International Energy, disse: "A MPX e a E.ON compartilham a mesma visão de onde queremos levar esse negócio juntos. Nossas capacidades conjuntas formam uma combinação quase perfeita para atingirmos ambiciosas metas."
 
*Considerando taxa de câmbio de R$ 2,3649.
 
Este press release contém declarações e expectativas baseadas em suposições e previsões atuais feitas pela administração da E. ON e outras informações atualmente disponíveis para a empresa. Vários riscos conhecidos e desconhecidos, incertezas e outros fatores podem levar a diferenças materiais entre os resultados reais futuros, situação financeira, desenvolvimento ou desempenho da empresa e as estimativas aqui fornecidas. E.ON AG não pretende, e não assume qualquer responsabilidade, de atualizar estas declarações prospectivas ou adequá-las a eventos ou desenvolvimentos futuros.

SOBRE A E.ON
O negócio diversificado da E.ON consiste em geração de energia, gás natural, comercialização de energia, varejo e distribuição. Um terço do portfólio equilibrado de 69.000 MW da E.ON é gerado através de tecnologias de baixa emissão de carbono, incluindo parques eólicos onshore e offshore. A E.ON opera uma das dez maiores empresas de energia renovável do mundo. Ademais, a companhia também opera grandes redes de distribuição de gás e energia e fornece energia a 26 milhões de clientes. Em instalações na Europa, Rússia e América do Norte, seus mais de 85.000 empregados geraram vendas de € 93 bilhões em 2010. A missão da E.ON é fornecer soluções inovadoras de energia para seus clientes e criar valor superior para nossos investidores. E fazer isso de uma maneira que proteja o meio-ambiente, mantenha as pessoas em segurança e melhore a vida nas regiões em que a companhia opera. Em suma, a E.ON está empenhada em fazer energia mais limpa e melhor onde quer que faça negócios

FONTE: MPX