segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Engenharia e TI devem puxar mercado de trabalho em 2012

O cenário do mercado de trabalho de 2011 deve se repetir neste ano. Vagas devem ser preservadas e até crescer em diversas áreas, mesmo com a expectativa de que a crise financeira continue a influenciar a economia global e, consequentemente, a pauta de investimento e as contratações das empresas.
Profissionais da área de TI serão bem requisitados  - DANIEL TEIXEIRA/AE-11/11/2011
DANIEL TEIXEIRA/AE-11/11/2011
Profissionais da área de TI serão bem requisitados
Entre os segmentos que devem ganhar reforços estão o de petróleo, turismo, serviços, saúde e, principalmente, tecnologia da informação e engenharia. Nesta, os mais cotados são mecânica, civil, elétrica e produção.
“A projeção do Brasil lá fora vem influenciando a abertura de vagas por aqui. Por isso, o profissional precisa estar cada vez mais qualificado para conseguir acompanhar esse mercado. O ano de 2012 vai exigir grandes demandas internamente”, diz a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Leyla Nascimento.
A área da saúde também tende a crescer com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro, segundo Leyla. Destaque para as áreas de nutrição, educação física e fisioterapia. “O brasileiro está começando a ter dinheiro para se cuidar. E isso vai afetar a abertura de vagas na saúde.”
Para o diretor da Ricardo Xavier Recursos Humanos, João Xavier, 2012 será parecido com 2011. “O ano passado foi muito bom para o profissional. As empresas até reclamaram da falta de talentos e do aumento de salário dos contratados. É o efeito da valorização profissional”, diz.
De acordo com ele, o cenário continuará favorável para o trabalhador, que terá bastante oportunidade de emprego. Xavier ainda acredita que haverá demanda para o setor de óleo e gás, que já expandiu e vai continuar a crescer em 2012. Administração, engenharia, ciências contábeis e da computação, economia e marketing também estão bem cotados.
“A administração tem campo na área comercial, de compras, de suprimentos, recursos humanos e finanças. Ou seja, há muita oferta para os profissionais dessa área”, comenta.
Para o diretor geral da Business Partners Consulting, Luis Saverio, além das áreas já citadas pelos outros especialistas, haverá oportunidades para os cargos de gerência. “As empresas perceberam que faltam bons profissionais para assumir esses cargos no ano passado e vão continuar com este problema em 2012. Quem deseja uma promoção deve investir em especialização e aperfeiçoar seu conhecimento em gestão”, sinaliza.

Fonte: Estadão
O diretor frisa que as empresas precisam investir no desenvolvimento de novos talentos para não sofrerem com o “apagão gerencial” que vem se desenhando no cenário nacional. “Se as empresas não tomarem uma atitude o quadro deve se tornar ainda mais crítico em 2015. É preciso formar líderes e evitar a busca de profissionais no mercado.”

domingo, 1 de janeiro de 2012

Investimento em Energia Renovável deve Dobrar até 2020

O valor anual da capacidade instalada de energias renováveis dobrará para US$ 395 bilhões em 2020, crescendo para US$ 460 bilhões em 2030, em comparação com US$ 195 bilhões em 2010, estima a Bloomberg New Energy Finance no Panorama Global dos Mercados de Energia Renovável.


Como resultado, em vinte anos, 15,7% da energia total gerada no mundo virá de fontes renováveis (incluindo grandes usinas hidrelétricas). No ano passado, a fatia era de 12,6%.
Geograficamente, a Europa continuará um dos maiores mercados em termos de dinheiro gasto com projetos nos próximos três anos, mas com uma fatia descendente de investimentos devido aos problemas econômicos atuais. A partir de 2015, isto deve mudar face ao compromisso do bloco com as metas de energia renovável para 2020.
Não é surpresa que a BNEF coloque a China no topo dos investimentos em 2014, com gastos estimados em mais de US$ 50 bilhões. Estados Unidos e Canadá, conjuntamente, devem alcançar os US$ 50 bilhões em investimentos em 2020.
O panorama demonstra que a América Latina, assim como outras economias em rápido crescimento, como a Índia, terá as mais altas taxas de expansão do setor renovável, com projeções entre 10% e 18% ao ano na próxima década.
Com relação às tecnologias, reduções de custos incentivarão a aplicação da energia solar, sendo a segunda que mais deve crescer (a primeira seria a energia eólica offshore), dos atuais 51 GW para 1.137 GW em 2030, exigindo capital anual, em média, de US$ 130 bilhões até 2030.
O setor eólico continuará a crescer atraindo US$ 140 bilhões em 2020, e US$ 206 bilhões anuais em 2030 (2010: US$ 82 bilhões), especialmente pela expansão dos parques eólicos offshore,tanto na Europa quanto em mercados emergentes como a América Latina, Austrália e África.
A BNEF aponta que o setor de biocombustíveis será renovado com a comercialização de tecnologias de segunda geração. Os investimentos devem aumentar de US$ 14 bilhões em 2010, para US$ 80 bilhões em 2020.
“Os grandes ganhadores nos próximos vinte anos serão os centros de energias renováveis emergentes na América Latina, Ásia, Oriente Médio e África – em 2020 os mercados fora da União Europeia, Estados Unidos, Canadá e China equivalerão a 50% dos investimentos globais anuais”, enfatizou o diretor de pesquisas em mercados de commodities da BNEF, Guy Turner.

Fonte: Carbono Brasil

2012 - Ano da Energia Sustentável - ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2012, o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.

O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para a importância de se aumentar o acesso à energia renovável em todas as partes do mundo.


Fontes Modernas

Segundo as Nações Unidas, cerca de 1,4 bilhão de pessoas ainda não têm acesso a fontes modernas de energia e 3 bilhões dependem de recursos da “biomassa tradicional” como o carvão para atividades diárias como aquecimento e cozimento de alimentos.

Os serviços de energia têm um efeito profundo na produtividade, na saúde e na educação, além da segurança alimentar e serviços de comunicação.

De acordo com especialistas, a falta de acesso à energia limpa e barata impede o desenvolvimento sócio-econômico e humano de comunidades inteiras.


O acesso à energia sustentável é também uma das ferramentas para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Um dos eventos programados é o Rio+20 a ser realizado nos dias 04, 05 e 06 de junho de 2012.

http://www.sustainableenergyforall.org/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais Energia Para o Acre - Inicia a Produção de Energia no Madeira

Mais energia para o Acre com ativação de usina no Madeira Começa a funcionar hoje a primeira das 44 turbinas da Hidrelétrica de Santo Antônio, instalada no rio Madeira, em Rondônia. O empreendimento tem capacidade para gerar 71,6 megawatts (MW) e já deve começar a alimentar o sistema Acre/Rondônia.
A disposição do equipamento representa pouco mais de 10% do sistema AC/RO (550 MW). Os 3 km de linhas que ligam Santo Antônio ao sistema elétrico estão prontos a pelo menos dois meses.
De acordo com o diretor da Eletrobras – Distribuição Acre, Celso Matheus, o funcionamento da turbina deve resultar em mais capacidade de geração de energia e quem sabe até na redução do valor da fatura no fim do mês.
“O funcionamento dessa turbina significa pouco mais de 10% de energia limpa gerada em Rondônia. Pode implicar também na redução no valor da conta de energia elétrica por causa da economia de diesel”, explicou.

Foto da obra da UHE Santo Antonio


Celso Matheus crê que o funcionamento da turbina vai por fim dos picos de energia que ocorrem com frequência no Estado. “Não vão ser amenizados (os picos) porque são resultantes de problemas nas linhas e não na geração”, esclareceu.
O diretor não confirma se o equipamento será ativado nesta quarta e aponta outras funcionalidades do recurso.
“Não temos essa confirmação (Eletrobras AC). Depende do Operador Nacional do Sistema (ONS). Trata-se de uma energia mais firme. É uma garantia de que, caso haja a perca de uma linha no Mato Grosso, por exemplo, tenhamos como compensar essa falha. Vai resultar numa geração maior e reduzir o racionamento”, finalizou.



Eficiência energética: caminho sem volta!!!

No decorrer do nosso dia, temos infinitas possibilidades de praticar a eficiência energética, com uma pequena mudança de comportamento. A simples opção por um chuveiro a gás no lugar de um elétrico pode gerar economia de energia, assim como o apagar das luzes quando se deixa um cômodo. 

Em maiores proporções, as empresas também podem adotar medidas para redução do consumo, como dar preferência a plantas nativas nos jardins internos, para redução de água, e utilizar pressurizadores nas torneiras. Com foco em energia, a pintura de telhados na cor branca reflete a luz solar e impacta diretamente na redução da necessidade de ar-condicionado, assim como o uso de sistemas de controle de iluminação e ar-condicionado setorizados e a própria manutenção preventiva dos equipamentos. 

Um estudo realizado pela Abesco (Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia), em 2010, aponta que o desperdício energético no Brasil chega a R$ 15 bilhões/ano. Já dados do Banco Mundial indicam que, se aprendêssemos a usar efetivamente nosso potencial de eficiência energética, economizaríamos mais de R$ 4 bilhões/ano, apenas racionalizando o uso de nossos recursos. 

Porém, embora sejam inúmeras as vantagens da eficiência energética, como redução de custos, de emissão de poluentes e de recursos naturais, no Brasil ela ainda é pouco praticada. Os esforços, ainda tímidos, surgem, em grande parte, para atender a uma demanda de empresas multinacionais que já têm a preocupação com a sustentabilidade e só se instalam em prédios com tecnologias "verdes". 

A solução para o estímulo à eficiência energética pode estar nas mãos do próprio governo que, por meio de mais fiscalização e planejamento, pode atrair o comportamento positivo das pessoas e das empresas. Um bom plano de incentivos à indústria e uma campanha de mídia podem promover os benefícios da eficiência energética. 

Paralelamente, o empresariado pode se mobilizar para dar cada vez mais preferência à compra de itens produzidos por empresas que já empreguem medidas "verdes" no processo produtivo, gerando aumento de competitividade. 

Neste ano, foi criada a norma ISO 50001 para orientar organizações na elaboração de processos de gestão do uso da energia, para que sejam capazes de avaliar os próprios desempenhos energéticos e reduzir custos. 

A área industrial, inicialmente, é onde se concentra uma das maiores possibilidades de redução. Há possibilidades de reaproveitamento de subprodutos para geração de energia e mesmo a produção de energia de biomassa (queima de produtos de origem orgânica para geração de energia). 

No entanto, apesar de a indústria responder por mais de 40% do consumo total de energia no Brasil, o setor não é prioridade nos programas governamentais de eficiência energética, que focam os setores público, residencial e comercial, responsáveis por apenas 16% do consumo brasileiro. Paralelamente, cerca de 80% das oportunidades de economia de energia na indústria provêm de processos térmicos, enquanto as ações de eficiência energética do governo focam mais no consumo da energia elétrica. 

No Brasil, esse tipo de projeto começa a ganhar força. No Rio Grande do Sul, já operamos uma planta que produz energia elétrica com a queima da casca de arroz, até então rejeitada pelos agricultores locais. O projeto trouxe uma nova renda para as famílias, uma nova utilidade ao que antes era considerado lixo e um enorme benefício ao meio ambiente. 

Mas ainda temos muito o que fazer no caminho da sustentabilidade. Buscar inspiração em projetos que dão bons resultados pode ser um início. Nas cidades de Campinas, Guarulhos, São Carlos e Araraquara, em São Paulo e em Vila Velha, no Espírito Santo, por exemplo, foram implantados projetos que oferecem benefícios fiscais para proprietários de imóveis que adotem princípios de sustentabilidade (desconto de até 20% do valor atual do IPTU, por um período de até 5 anos). 
 
Um incentivo ainda tímido, mas com grande potencial de crescimento e replicação para várias outras cidades. A boa intenção é fundamental, mas a realidade é que o comportamento só muda quando há uma relação de benefício.

Fonte: O Estadão