quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Investimento no Setor Elétrico Vão de Vento em Polpa!!!

 Mesmo sem grandes projetos aprovados, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terminará o ano com empréstimos em alta para o setor elétrico. Segundo a chefe da Área de Energia Elétrica do BNDES, Márcia Leal, o banco fechará 2011 com desembolsos em torno de R$ 9,5 bilhões para grandes hidrelétricas, linhas de transmissão e distribuição, pouco acima dos quase R$ 9 bilhões emprestados em 2010.
A manutenção do alto desembolso está ligada à aprovação de grandes projetos de hidrelétricas nos últimos anos, como as usinas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) em Rondônia, cujos desembolsos são distribuídos ao longo das obras. O banco também começou este ano a liberar parte do crédito de R$ 6,1 bilhões para a usina nuclear Angra 3, aprovada no fim de 2010.
Márcia diz que o BNDES espera aumentar os desembolsos para o setor em 2012 com a maturação de empreendimentos. "O setor elétrico tem continuidade no seu planejamento, mesmo que haja grandes leilões num ano e poucos no outro. No ano que vem o nosso desembolso deve subir mais porque os projetos aprovados em 2010 e que maturaram este ano provavelmente terão o seu equacionamento financeiro finalizado em 2012".

Apesar da perspectiva de aumento dos desembolsos, o principal destaque da área de energia elétrica no BNDES já no início de 2012 será a aprovação do financiamento da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que será recorde. O BNDES pode financiar até 80% da obra, estimada em pelo menos R$ 20 bilhões, mas deve aprovar porcentual menor. "Está faltando pouca coisa", diz Márcia, sem detalhar o montante em avaliação. Ela esclarece que o financiamento não muda se houver alta do custo da obra. O porcentual cai e o consórcio precisará completar a estrutura financeira com outras fontes.
Para a executiva, além da definição das licenças ambientais em duas etapas, a reestruturação societária do consórcio vencedor do leilão de Belo Monte favoreceu sua viabilidade econômica. A troca de acionistas com pequenas fatias por participantes de mais peso e com maior participação foi bem-vista no banco. "Agora o perfil societário está bem sólido", avalia.
Márcia vê com naturalidade a controvérsia sobre o impacto ambiental do projeto, que atraiu muita visibilidade. No entanto, afirma que o BNDES se sente seguro para apoiar o projeto. "Ainda não enviamos a operação para a diretoria, mas consideramos que essa questão está sendo bem encaminhada", diz, citando projetos sociais compensatórios. O compromisso do banco com Belo Monte foi expresso na aprovação de um empréstimo-ponte de R$ 1,06 bilhão no fim de 2010 para o início das obras, o que levantou críticas de ambientalistas e do Ministério Público.
Com a intenção do governo de acelerar os investimentos em infraestrutura em 2012, o BNDES deve fortalecer seu papel de principal financiador do setor elétrico. Entre 2003 e 2011, o banco financiou R$ 77,9 bilhões para mais de 350 projetos de geração, transmissão e distribuição que somaram R$ 146,2 bilhões em investimento total.
No setor de energias alternativas, as aprovações para parques eólicos somaram R$ 3,4 bilhões este ano, três vezes mais que em 2010. A subsidiária BNDESPar detém fatias de pelo menos nove empresas do segmento.



Os investimentos feitos pela Eletrobras alcançaram até novembro R$ 8 bilhões e devem chegar a R$ 9 bilhões este ano. “É um recorde absoluto”, comemorou hoje (27) o presidente da holding, José da Costa. O número representa 90% de realização em relação ao investimento previsto inicialmente de R$ 10 bilhões e 75% em relação ao orçamento de investimentos revisado para R$ 12 bilhões, informou.
Em 2012, a Eletrobras pretende investir R$ 13,3 bilhões, “já aprovados”. Será o maior valor da história da empresa, que completará 50 anos.
Dos R$ 13,3 bilhões, R$ 6,80 bilhões serão investidos no setor de geração, R$ 3,87 bilhões em transmissão e R$ 1,86 bilhão em distribuição. O restante, R$ 768 milhões, será aplicado em pesquisas, infraestrutura e qualidade ambiental.
Os R$ 13 bilhões correspondem a 40% do investimento total do setor elétrico brasileiro previsto para 2012. Até 2020, serãoinvestidos R$ 320 bilhões pelo setor, dos quais R$ 200 bilhões serão destinados à geração, R$ 40 bilhões à transmissão e R$ 80 bilhões ao setor de distribuição.
José da Costa destacou a importância, para a Eletrobras, de construir nos próximos anos grandes usinas hidrelétricas com mais de 500 megawatts (MW) de capacidade, além de complementar linhas de transmissão para escoar energia para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, “onde se concentra a maior carga de consumo do país”.
O diretor de Finanças e de Relações com Investidores da empresa, Armando Casado, disse que os investimentos programados para 2012 preveem lançamento de bônus no exterior no valor de US$ 2 bilhões. Somando as captações externas e no mercado interno, os recursos atingem R$ 3,9 bilhões.
Em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos fundos constitucionais do Nordeste e Centro-Oeste, a empresa somará recursos no montante de R$ 4,1 bilhões, aos quais se somarão empréstimos do Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e banco de fomento do governo alemão (KFW) no valor de R$ 900 milhões. Com recursos próprios, serão investidos R$ 4 bilhões.
Em outubro de 2011, a Eletrobras captou US$ 1,75 bilhão com lançamento de bônus no exterior, conseguindo os juros mais baixos já obtidos pela companhia (5,75% ao ano). A operação tem vencimento em dez anos e foi a maior já efetuada pela estatal no mercado de bônus, ressaltou Casado.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Abertas Inscrições Para o Programa de Estágio e Trainee - ONS - 2012

Aberto as inscrições para o programa de estágios e trainee do ONS 2012.


Segue a descrição abaixo do programa.



O Programa Construir foi desenvolvido para captação de jovens talentos no mercado acadêmico. É a oportunidade para o seu desenvolvimento profissional, habilitando-o para renovação dos profissionais do mercado de energia elétrica.
Seus dois grandes objetivos são:
• Identificar e atrair os melhores candidatos, mantendo um banco de potenciais que poderão ocupar posições na organização e no setor.

• Acelerar o desenvolvimento profissional através da visão global dos processos internos e da vivência organizacional.
Nosso programa contempla três dimensões de desenvolvimento:
1 – Estagiários
2 – Trainee Operador (Técnico em Eletrotécnica)
3 – Trainee Nível Superior


O ONS também está com uma vaga para Engenheiro Eletricistas com enfase em Sistemas de Potência.

Visite o site abaixo, a vaga está aberta até o dia 19/12.




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Nova plataforma de comercialização aposta em conhecimento de mercado para emplacar BBCE já tem 12 comercializadoras entre os sócios; expectativa é trazer clientes e negociar 2.500MWmédios em 2012, ano de estreia

Depois do lançamento da Brix, que já está em operação, uma nova plataforma surge com a proposta de facilitar e agilizar a comercialização de energia elétrica. O Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira (9/11) e, de acordo com seu presidente, Flávio Cotellessa, tem como maior trunfo o fato de ser um produto "do mercado para o mercado". Isso porque a iniciativa tem como sócios, até o momento, justamente 12 comercializadoras.
O grupo começou com a parceria entre Capitale Energia, CMU Energia, Comerc, Ecom, Delta e Solenergias. Ainda vieram Bolt Energias, Tradener, Diferencial, Kroma, Nova Energia e Safira Energia. Além dessas empresas, outras oito estão em "negociações avançadas" e podem ingressar até o final do mês. No meio desses possíveis novos sócios, estão também companhias que atuam no setor de geração.
"Quando tenho sócios como esses, consigo entender, com os interesses deles, como o balcão tem que funcionar", explica Cotellessa. Outra vantagem é que o BBCE espera que seus próprios sócios apresentem a plataforma a clientes, impulsionando as primeiras transações. "A gente consegue rapidamente entrar em grandes patamares (de negociação de energia) só com os sócios", estima o executivo.
Nas projeções do BBCE, seria possível comercializar cerca de 2,5GWmédios em 2012, quando o sistema começa a operar. O montante representa cerca de 50% do mercado spot. Em 2013, seriam negociados 4,5GWMWm e, em 2014, 5GWm. Em 2015 e 2016, seriam, respectivamente, 5,2GWm e 5,3GWm. A maior parte das transações envolverá o produto spot, enquanto uma parcela mínima será com contratos para médio e longo prazo. O grande desafio, de acordo com Cotellessa, será criar contratos padrão que atraiam os consumidores, o que faz com que os contratos spot acabem sendo os mais negociados.
Com o crescimento das operações e uma maior liquidez, o BBCE pretende futuramente se tornar uma bolsa de energia, assim como almeja sua concorrente Brix. O presidente da empresa, porém, prefere não traçar perspectivas e deixar claro que é primeiro preciso ganhar o mercado. "Tecnicamente, teríamos condições de fazer isso em seis meses. Mas depende de mercado, de liquidez", explica.
Além dos sócios, qualquer consumidor ou vendedor poderá acessar a plataforma. Os custos, de acordo com Cotellesa, serão uma cobrança por formalização de contratos, na primeira fase, antes de ter início a operação multilateral. A partir daí, passará a ser cobrado um emolumento das duas partes envolvidas - comercializador e comprador. E, para impulsionar o uso da ferramenta, quanto mais contratos forem fechados, menor será o pagamento. Assim, segundo o presidente do BBCE, os players que fizerem maior uso da plataforma terão um custo "praticamente igual aos que eles têm hoje", quando, na transação comum, gastam com serviços como Sedex e autenticação de documentos.
Os aportes para a criação do BBCE foram de R$12 milhões e a expectativa dos sócios é que o investimento se pague entre 2013 e 2014.
Fonte: jornaldaenergia.com.br

sábado, 5 de novembro de 2011

Semana da Segurança ABRADEE - Dicas de Segurança

A ABRADEE realizará, de 07 a 13 de novembro de 2011, a VI Semana Nacional Segurança com Energia Elétrica, uma ampla campanha realizada anualmente, para alertar a população sobre os riscos dos acidentes com a rede elétrica. Os eventos de lançamento serão simultâneos nos Estados das empresas participantes e as demais ações envolverão anúncios em jornais e revistas, outdoor, outbus, blitz educativas em ônibus e shoppings, palestras em escolas e canteiros de obras, mensagens na conta de luz e ainda a distribuição de cartilhas e folhetos explicativos com dicas.
As concessionárias associadas participantes, estarão unidas em uma campanha nacional para conscientizar aproximadamente 170 milhões de consumidores em todo o Brasil sobre como utilizar a energia de forma segura. 


Algumas Dicas de Segurança:

Empinar pipa, somente em local aberto e longe da rede elétrica.
Sempre empine pipas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Jamais use fios metálicos ou cerol, e caso a pipa fique presa, não tente resgatá-la. Orientações sobre segurança. É seu direito receber, e nosso dever informar.

DICAS:

  • Soltar pipa apenas em lugares afastados da rede elétrica.
  • Nunca use fios metálicos e não passe cerol na linha da pipa.
  • Se a pipa ficar presa nos fios elétricos, não tente soltá-la de jeito nenhum
  • Oriente seus filhos e garanta uma brincadeira segura.

Ao instalar ou consertar antenas, cuidado para não tocar na rede elétrica

Ao instalar ou manusear a antena da sua casa, escolha um lugar afastado dos fios da rede elétrica e sempre quando o tempo estiver bom. Caso a antena caia nos fios, nunca tente segurá-la ou recuperá-la. Orientações sobre segurança. É seu direito receber, e nosso dever informar.

  • DICAS:

  • Só instale ou conserte antenas se o tempo estiver bom.
  • Instale as antenas longe dos fios da rede elétrica.
  • Calcule uma distância segura para que, em caso de queda, ela não toque nos fios da rede elétrica.
  • Se a antena cair em direção à rede, não tente segurá-la ou recuperá-la.
  • Para evitar acidentes, consulte um profissional qualificado.

Semana da Segurança ABRADEE - Estatistica de Acidentes Distribuidoras 2010

De acordo com a Abradee, em 2010, os acidentes na rede elétrica causaram 304 mortes no país inteiro

As distribuidoras de energia vão começar na próxima semana uma campanha para reduzir acidentes na rede elétrica. A campanha da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, em parceria com 42 concessionárias associadas, será realizada de 7 a 13 de novembro e terá como slogan "Segurança - Siga Em Frente Com Essa Idéia". A expectativa é que a VI Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica alcance 160 milhões de pessoas.
De acordo com a Abradee, em 2010, os acidentes na rede elétrica causaram 304 mortes no país inteiro. Dos quatorze tipos de ocorrência catalogadas, a construção e manutenção predial lideram o ranking, com 88 mortes. As concessionárias, segundo a associação, reconhecem a gravidade e, por isso, estão intensificando as ações que foram desenvolvidas nos últimos anos para conscientizar a população sobre os cuidados a serem observados para evitar acidentes com a rede elétrica. Os dados dos últimos dez anos mostram significativa redução da taxa de gravidade dos acidentes - de 4,8% ao ano - e da taxa de frequência, de 4% ao ano.
A campanha será divulgada nas contas de luz e serão realizadas palestras educativas em escolas e canteiros de obras. Também serão veiculados spots de rádio, anúncios na mídia e distribuídas cartilhas e folhetos explicativos com dicas de prevenção de acidentes. Os quatro temas selecionados são: instalação de antena de TV, soltar pipa/papagaio, construção civil e furto de energia. Nestes casos, a informação e conscientização da população sobre os riscos envolvidos e como evitá-los, é fator decisivo na prevenção.
Fonte: canalenergia.com.br
http://www.abradee.org.br/Semana_2008/ - link para maiores informações