segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Arte da Manutenção - Risco vs. Falhas

A manutenção é uma arte, vive um dilema entre o menor custo possível com a maior disponibilidade.  Já passei por muitas empresas e o discurso é sempre o mesmo, desde as industrias de base as industrias de bens de consumo, minimizar os riscos com orçamento limitado.
Apesar de estar apenas seis anos trabalhando com manutenção já li muito e vivi muita coisa, acredito que uma parte do parque industrial brasileiro tem uma idade avançada e precisa sim de recursos de qualidade para manter os ativos, desde recursos humanos a materiais de primeira qualidade. O beneficio de um ativo bem mantido, onde temos o controle sobre suas falhas e sabemos os seus riscos é um ideal a ser perseguido pelos gerentes de manutenção, supervisores, técnicos e ajudantes.
Um dos aspectos fundamentais a ser trabalhado na gestão da manutenção, como no gerenciamento de um projeto é a comunicação. Enquanto estatísticas mostram que 70% dos projetos não são entregues ou no custo, ou no prazo, ou na qualidade desejada, e alertam que o principal problema a gestão da manutenção vive do mesmo mau.
Em um dos meus trabalhos estava realizando o levantamento dos componentes que mais falhavam em um determinado equipamento e após trabalhar os dados, fui conversar com um dos técnicos responsáveis pelo equipamento e o foco de trabalho dele na arte de manter estava digamos um pouco equivocada. Um erro clássico de manutenção achar que o problema está em determinado componente que pode até ser o mais critico do equipamento, mas não o que mais falha. Devemos ter atenção e trabalhar muito bem os dados do equipamento, para isso vai algumas dicas:
1.       A informação é essencial, ou seja, as falhas ocorridas no equipamento devem ser anotadas, bem como, o que foi feito para resolver a mesma.
2.        As falhas devem ser analisadas na exaustão até chegar na causa fundamental, ou causas, para serem trabalhadas
3.       Os responsáveis pelo equipamento, supervisores, técnicos, ajudantes, etc devem saber claramente qual o caminho critico do mesmo para poder ter atenção redobrada em determinadas tarefas
4.       O plano de manutenção deve refletir as falhas e ser revisado de tempos em tempos
5.       Os procedimentos de manutenção devem ser avaliados e revisados de tempos em tempo, existem muitos casos de sobremanutenção, ou seja tarefas repetidas para chegar no mesmo fim. Exemplo executar reaperto de conexão e preditiva mensalmente em um componente elétrico.
Espero que essas dicas sejam utilizadas e em breve discutiremos outros assuntos sobre esse tema extremamente pertinente nos dias de hoje no Brasil. É apagão em regiões do Brasil, metro que não funciona corretamente, caos na sinalização, bueiro que explode, teto que cai, no dia a dia estamos vivenciando como não realizar manutenção de forma adequada.
Até a próxima.
Marcio. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EPI e o Arco Elétrico - Vestimentas - NR-10

A escolha da vestimenta correta para a proteção dos trabalhadores na área elétrica é fundamental no momento que ocorre o arco elétrico. No inicio da NR-10 no Brasil foi dificil executar os cálculos, pois muitas empresas estão com diagramas unifilares desatualizados, quadro de cargas antigos, etc, e para este cálculo é necessário informações atuais do nível de curto-circuito da instalação.

Para realizar estes cálculos deve ser consultado um profissional engenheiro eletricista que através das normas da IEEE, NPFA, etc encontrará os valores devidos e irá realizar a especificação da roupa correta para a instalação.

Abaixo segue um exemplo de um software que realiza o cálculo de forma prática utilizando o disjuntor para realizar o cálculo. Caso necessite de maiores detalhes sobre como calcular e os softwares disponiveis favor entrar em contato através do e-mail transmissaoedistribuicao@gmail.com


Lembrando que em cada local deve ser mostrado o tipo de roupa a ser utilizada. Por experiência a dica que fica é sempre tentar escolher as roupas com a fibra de algodão tratado que é bem maleável e de melhor aceitação por parte das equipes.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Estatisticas de Acidentes - EUA vs. Brasil

As estatísticas de acidentes de trabalho são extremamente uteis para determinar as ações a serem tomadas nos próximos anos ou as políticas públicas a serem adotadas. No Brasil não temos essas informações tão detalhadas quanto nos EUA. No site da ESFI existem bons arquivos a serem explorados pelo tema.
No caso do segmento industrial o mesmo está estratificado por setor. O quadro abaixo mostra os acidentes fatais, como percebemos a grande maioria acontece na área da construção.


Analisando o segmento de construção sabemos que a segurança do trabalho em canteiro de obras muitas vezes deixa a desejar, por alguns fatores como a  baixa educação da mão-de-obra, número elevados de horas trabalhadas em certas fases da obra, empreendedores pouco conscientes da importância da segurança do trabalho, etc.
No link abaixo tem outras informações como o tipo de acidente mais comum, separação de fatais e não-fatais, separados por sexo, faixa etária, terceirizado ou próprio, etc.
Coloquei mas esse gráfico que mostra o tipo de fatalidade que mais ocorre. Como podemos verificar os serviços nas áreas de distribuição de energia são os que mais causam acidentes fatais nos serviços de eletricidade.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dicas Sobre Instalações Elétrica Residenciais

Falamos muito sobre segurança no trabalho nas industrias. mas temos que nos preocupar também com nossas residências, a NR-10, NBR 5410 e outras normas são importantes e estabelecem as normas, mas muito pouco é falado para o público em geral.

Outro dia foi exibido um video no programa da Ana Maria Braga e no Jornal do Rio de um adolescente que invadiu uma subestação de energia da AMPLA e teve o corpo muito queimado. 


Nesse caso temos as placas de advertência, mas nós sabemos que uma pessoa faz uma vez e outras acham que podem invadir que não vai acontecer nada e desta vez aconteceu. Abaixo estou colocando algumas dicas sobre segurança em residências para as próximas semanas estarei publicando outras.

De acordo com a Fundação Internacional de Segurança para Eletricidade(ESFI) recomenda que as pessoas realizem inspeções nas instalações elétricas das casas, prédios, etc em certos casos como segue abaixo:

- Residências com mais de 40 anos
- Residências com mais de 10 anos de construção que sofreram reformas ou acréscimo de carga significativo
- Sempre que a residência for comprada por um novo dono

Existem alguns sinais que a instalação pode enviar ao usuário que existe problema elétrico em sua residência são eles:
- Disjuntores que constantemente desarmam
- Luzes sentilantes ou que apagam e religam sozinhas
- Barulhos nos equipamentos elétricos
- Aquecimento irregular em cabos, cheiro de queimado(plástico), receptáculos muito quentes ou descoloridos por causa de calor
- Cabos com o isolamento danificado, quebradiço, ou cortado.

Caso você observe algum desses fatos deve entrar em contato com um eletricista ou empresa de manutenção elétrica.

No site da ESFI existem outras dicas e também o video abaixo que é bem educativo e serve de ilustração para alguns  cuidados que devemos ter na nossa residência.


Abaixo segue uma foto publicada na internet, cuidado devemos organizar nossas casas. Fiação toda exposta sem identificação, com fitas isolantes antigas, um perigo!!!


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Acidente com Chave Seccionadora - 138kV

Bom, todos sabemos dos riscos associados a inspeção de equipamentos em subestações. Nas fotos abaixo mostro um acidente que estava na seguinte maneira.
- A chave seccionadora com lâmina de terra estava desligada e não integrada ao sistema, ou seja, estava em obra
- Ocorreu durante a limpeza no pátio, vários trabalhadores estavam retirando restos de papel, pedações de arame, etc que ficou da obra
- Ocorreu um barulho muito grande por um segundo no máximo e depois um grande desligamento
- A lâmina de terra da chave ficou próxima ao contato energizado
- Ninguém se machucou, muita sorte
- Abaixo as fotos